domingo, 9 de junho de 2013

Síndrome cri-du-chat


Síndrome cri-du-chat


Síndrome crie-du-chat (síndrome do miado de gato ou do choro do gato) é uma condição genética relativamente rara com uma incidência calculada de 1:50000 nascimentos 1 e que é o resultado do “apagamento” de uma porção significante do material genético do braço curto de um dos pares do cromossomo cinco. Ocasionalmente um segundo cromossomo é envolvido. O nome da síndrome veio com o característico choro dos recém-nascidos que muito faz lembrar um miado de um gatinho. Foi descoberta por Jérôme Lejeune, um geneticista francês, em 1963 2 , sendo por isso chamada também de Síndrome de Lejeune.3 Outros nomes são Síndrome 5p- (cinco pê menos, ou seja, deleção do braço menor (p) do cromossomo cinco), Síndrome da deleção do 5p e Síndrome do miado do gato (tradução do francês cri du chat).3

Genética
Os seres humanos possuem 46 cromossomos em suas células, 23 deles herdados da mãe e 23 do pai. Podem ocorrer erros quando as células estiverem se dividindo e os cromossomos podem se quebrar e/ou prender-se no lugar errado. Estes erros são comuns, e são uma parte normal da seleção natural, que permite às espécies mudar e evoluir. A maioria das falhas é causada por erros cromossomais que não são compatíveis com a vida e, por isso, não geram seres que tenham longevidade.
Na CDC, a região crítica do cromossomo que contém genes que são responsáveis pelas características principais da síndrome parece ser localizada na faixa 5p 15.2. O gene que causa o choro, parece estar localizado na faixa 15.3. Na maioria dos casos, o apagamento é espontâneo e nenhuma causa específica pode ser identificada, porém, pode ser o resultado de um problema com o cromossomo número 5 em qualquer um dos pais, em alguns casos. Nestes casos, podem ser afetadas também as crianças subsequentes e é, então, importante que os pais de crianças com CDC recebam um conselho genético.
É possível descobrir a síndrome com amniocentese ou CVS (Chorionic Villus Sampling) no primeiro trimestre da gravidez. Não é a "culpa" de qualquer um dos pais, e a maioria dos casos ocorre inesperadamente, sendo herdados, aproximadamente, 20% de casos devido a uma translocação equilibrada (material de um cromossomo foi prendido a outro) nos cromossomos de um dos pais. Pessoas com translocação equilibrada são perfeitamente normais. Como nenhum material genético está perdido, eles provavelmente não saberão que eles são os portadores, até que eles tenham uma criança afetada, a menos que haja uma história de CDC de Marne.
Outros nomes para doença
  • Deleção no cromossomo 5p ou Síndrome do menos 5p
  • Síndrome do choro de gato
  • Síndrome de Lejeune
  • Síndrome do miado do gato
Características da síndrome
Importante ressaltar que nem todos os indivíduos com CDC terão estas características.
Bebê
  • alto e longo choro ao nascer
  • choro de gato
  • baixo peso ao nascer
  • cabeça pequena (microcefalia)
  • rosto redondos (rosto de lua)
  • olhos amplamente espaçados
  • baixa ponte nasal
  • desenvolvimento atrasado
Crianças e adultos
  • de baixa estatura e magro
  • hipotonia (tônus muscular deficiente)
  • queixo pequeno
  • mandíbula pequena (micrognastia)
  • retardamento mental
  • uma única linha na palma da mão (prega de símio)
  • sindactilia nas mãos e pés
  • pregas magras logo à frente das orelhas
  • orelhas inseridas abaixo da linha do nariz (pode ser malformação)
  • hipertelorismo
  • dobras de pele em cima da pálpebra superior (epicanto)
  • dificuldade com chupar, tragar e apresentam refluxo gástrico
  • dentes projetados para frente, porém de tamanho normal
  • dedos longos
Tem ainda problemas físicos secundários, como moderados prejuízos visuais, perda parcial da audição, lábio leporino e anormalidades de esqueleto, como escolioses, deslocamento de quadris e hérnias. Constipação crônica é muito comum ao longo da vida e muitas crianças tem, com freqüência, infeções no ouvido e respiratória. Algumas crianças apresentam ainda anormalidades internas, como problemas no coração, ausência ou má formação de rins, paladar afetado e músculos abdominais separados e epicanto. Ao contrário do que antigas literaturas médicas trazem, crianças com CDC podem viver por vários anos. As pessoas com a síndrome envelhecem precocemente.
A pessoa mais velha, com a síndrome, de que se tem notícia está no seus oitenta anos de idade.
As maiores dificuldades
Todas as crianças com CDC tem um certo grau de dificuldade no aprendizado, que vai de um grau médio ao severo, pela sua inaptidão intelectual. Começam andar tardiamente, normalmente começam entre 2 e 6 anos de idade, entretanto, são desajeitadas. Graças aos problemas em chupar, engolir e de refluxo gástrico, os bebés tem dificuldades em se alimentarem, alguns comem tão pouco, que é preciso alimentá-los com tubos que levam o alimento até o estômago. As crianças mais velhas podem ter dificuldade para mastigar, assim sendo todos os alimentos deverão ser preparados a uma certa consistência. Alguns começam a falar com um atraso grande e outros nunca serão capazes. Porém eles tem um bom entendimento e percepção das palavras, e irão se comunicar do seu próprio jeito ou usando a linguagem dos sinais ou escrevendo ou usando um dispositivo de comunicação electrónico.
Crianças com CDC terão dificuldade de controlar suas necessidades fisiológicas, mas a maioria aprenderá a se controlar. Muitas sofrem de obstipação (prisão de ventre). Muitos bebés e crianças com CDC tem um padrão de sono transtornado, mas isto melhora com a idade.
Alguns tem problemas auditivos, mas muitos tem uma hipersensibilidade a barulhos e, assim sendo, tem medo de sons particulares, como barulhos altos ou súbitos ou de frequências particulares.
Muitas crianças, com a síndrome, tem atitudes estranhas, como ficar balançando a cabeça ou serem hiper-activos ou ficam se beliscando ou mordendo. Alguns desenvolvem obsessões por certos objectos. Muitos tem uma fascinação com cabelos e não conseguem resistir em puxá-los.
Babar é um problema comum, mas tem operação, na maioria dos casos com muito sucesso, para sanar este problema.
Tem-se observado, nos últimos anos, um número crescente de crianças com a síndrome de Cri du Chat, mas que só são afectados suavemente, com leves características faciais, um choro não tão aguçado, que frequentemente desaparece cedo e poucos problemas relacionados com a saúde. Eles geralmente alcançam o marco miliário dentro do prazo esperado e começam a caminhar com 1 ou 2 anos de idade. As crianças ligeiramente afectadas, normalmente, aprendem a falar muito bem, embora eles ainda precisem de um acompanhamento de um fonoaudiólogo, e ao contrário da maioria das crianças com CDC, podem aprender a ler e escrever.
É muito difícil predizer o quanto bebê é afectado pela síndrome de Cri du Chat e o melhor a fazer, é incentivar o potencial de desenvolvimento do bebê ao máximo e fazer o possível para que ele ou ela leve a vida mais normal possível. É difícil predizer, porque parece que não está relacionado com a quantidade de material genético que foi perdido.
Apesar de todos esses problemas citados acima, as crianças com a síndrome de Cri du Chat, normalmente são amorosas, sociáveis, com grande senso de humor e brilhantes.
Tratamento/Intervenção
A anormalidade cromossômica não tem cura até o momento, assim, o tratamento só pode ajudar as crianças a se desenvolverem o melhor possível. A intervenção dos fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, quando contínuas e não tardias, é de grande necessidade e ajuda. Dependendo onde a pessoa com síndrome mora e os recursos que possui, há berçários especiais ou programas de intervenção em casa na maioria das regiões (tratando-se do mundo como um todo).
Crianças com CDC, provavelmente precisarão de muitos equipamentos, dependendo da idade. Eles talvez precisem de cadeiras especiais, talheres e tigelas para comerem; cadeira de potty ou adaptações no banheiro; uma armação para auxiliar a andar e ficar em pé; adaptações na cama e/ou no quarto para mante-los seguros à noite.
Para algumas crianças, as drogas tem sido de grande auxílio, para problemas relacionados com o sono e para controlar seus comportamentos.
Uma vasta gama de crianças freqüentam escolas especiais, por outro lado, outras tem um suporte especial domiciliar.
Teste pré-natal
Há dois testes que podem ser feitos antes do bebê nascer, que constatam a síndrome de Cri du Chat. São eles:
  • Amniocentese, que pode ser feito por volta da 18º semana e que se restringe a retirada de um pouco do fluido amniótico, e olhar o cromossomo que está na célula do bebê. Este teste tem erro na ordem de 1:100.
  • Chorionic Villius Sampling (CVS), pode ser feito semanas antes do teste de aminocentese, e se delimita à retirada de um pedacinho ínfimo da placenta e olhar o cromossomo. Este teste traz um risco maior para o bebê, de 2:100. Não era para ocorrer erros em nenhum dos teste para CDC, a menos que eles estivessem procurando especificamente para CDC, mas os testes de rotina procuram primeiramente para a síndrome de Down.
Em alguns países já é possível, para casais portadores, fazerem o tratamento IVF, que assegura que o embrião que será implantado na mãe é saudável.
Referências
  1. ped/504 no eMedicine
  2. Lejeune J, Lafourcade J, Berger R, Vialatte J, Boeswillwald M, Seringe P, Turpin R: Trois cas de délétion partielle du bras court d'un chromosome 5. CR Acad Sci (D) 1963, 257:3098-3102.
  3. a b DI 23022.375 Cri du Chat Syndrome, site secure.ssa.gov

sábado, 8 de junho de 2013

Análise da Pesquisa AEE na escola


Análise da Pesquisa AEE na escola
Os sistemas de  ensino aos poucos estão consolidando a política nacional da educação especial na perspectiva da educação inclusiva, com implementação das salas de recursos multifuncionais, a formação de professores para o atendimento educacional especializado, dentre outras ações pertinentes. Contudo, ainda há uma lacuna significativa a ser preenchida no sentido de oferecer o atendimento a esses alunos conforme o panorama descrito nos documentos sobre a inclusão de alunos especiais.
Algumas  instituições  de ensino ainda caminham em passos lentos quanto à efetivação da participação dos estudantes no AEE. Às vezes, a filosofia pedagógica adotada na escola, não condiz com a política de inclusão proposta pelos documentos que discutem e regulamentam a educação especial na perspectiva da educação inclusiva.
A Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), tem como objetivos assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas de ensino a garantir: acesso ao ensino regular desde a educação infantil até a educação superior; oferta do AEE, formação de professores para o AEE e demais profissionais da inclusão; participação da família e da comunidade; acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações, informação; e articulação intersetorial,  na implementação das políticas públicas.  
O Decreto nº 7.611/2011 diz que o dever do Estado com a educação das pessoas público-alvo da educação especial, será efetivado mediante a garantia de um sistema educacional  inclusivo em todos os níveis, aprendizagem ao longo e toda a vida, oportunidade de acesso e permanência na escola, acesso aos meios que facilite o seu desenvolvimento, sua autonomia.
Quanto à efetivação dessas  ações, na escola pesquisada, algumas são perceptíveis, como o acesso de alunos com deficiência na escola, acesso desses alunos ao AEE, formação de professores do AEE em LIBRAS e BRAILLE,  e acessibilidade arquitetônica. Mas quanto a políticas públicas e quanto à participação das famílias, fica um pouco a desejar.
No que diz respeito ao financiamento do atendimento aos alunos do AEE, sei que eles  tem dupla matrícula e que por isso o financiamento destinado a esses alunos é um pouco mais, mas não sei o percentual. A dupla matrícula se configura porque esse aluno é aluno da escola na sala regular e na sala do AEE, que pode ser na sua própria escola ou na escola núcleo onde há uma sala de recursos multifuncionais.
O Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada faz referência ao Atendimento Educacional Especializado, quanto aos objetivos desse atendimento, quanto ao público alvo e quanto à sistemática de avaliação e promoção mas, não faz referência ao currículo.
Apesar dos esforços  coletivos de um grupo que defende e acredita na inclusão de alunos especiais nas salas de aulas regulares, é possível perceber que a implementação da política da inclusão ainda se configura como se fosse de responsabilidade apenas de um pequeno grupo. Isso dificulta a otimização das ações e principalmente de resultados  mais positivos. Apesar dos obstáculos, essa é uma proposta que estimula o engajamento de muitos que defendem essa causa.

EAD, desafios e possibilidades de formação continuada


EAD, Desafios e possibilidades de formação continuada



Antonia Maria da Conceição Lopes
Teresina -  PI
18/05/2013


A  EAD é uma modalidade de ensino que  tem contribuído muito para a minha formação continuada. É  um meio  que utilizo bastante, principalmente em cursos de curta duração.
Participar de uma formação desse porte, nesse momento em que estou iniciando - apesar dos mais de dois anos, sinto-me iniciante -,  o trabalho com alunos especiais, é uma oportunidade muito significativa.
 No início fiquei um pouco  hesitante  pois como não entrei na primeira semana, as atividades já estavam acumuladas. E o tempo é o meu maior  adversário. Além do fator tempo, existem ainda as dificuldades de operacionalização  na  plataforma.
Mas apesar dessas dificuldades, aceitei o desafio e vou tentar aproveitar todas as oportunidades de aprender a cada dia. Realizando as atividades, participando dos encontros e interagindo com os demais cursistas. 
Ainda estou com muitas dificuldades de organizar o meu tempo. Tenho algumas atividades atrasadas e estou  em processo de  familiarização  com a plataforma. Acho que vou demorar um pouquinho mais para adaptar-me mas sei  que essas dificuldades iniciais serão superadas. Assim espero. Cada obstáculo superado será uma conquista, mesmo que  a cada passo encontre um novo dasafio ainda maior que o anterior.
Minha principal estratégia para superar as dificuldades, estão relacionadas  à organização do tempo. Esse será um dos meus grandes desafios. Desde já, vou procurar atualizar a minha agenda  e a partir de então organizar e otimizar o tempo transformando-o num aliado.