Análise da
Pesquisa AEE na escola
Os
sistemas de ensino aos poucos estão consolidando
a política nacional da educação especial na perspectiva da educação inclusiva,
com implementação das salas de recursos multifuncionais, a formação de
professores para o atendimento educacional especializado, dentre outras ações
pertinentes. Contudo, ainda há uma lacuna significativa a ser preenchida no
sentido de oferecer o atendimento a esses alunos conforme o panorama descrito
nos documentos sobre a inclusão de alunos especiais.
Algumas
instituições de ensino ainda caminham em passos lentos
quanto à efetivação da participação dos estudantes no AEE. Às vezes, a
filosofia pedagógica adotada na escola, não condiz com a política de inclusão
proposta pelos documentos que discutem e regulamentam a educação especial na perspectiva
da educação inclusiva.
A
Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
(2008), tem como objetivos assegurar a inclusão escolar de alunos com
deficiência, TGD e altas habilidades/superdotação, orientando os sistemas de
ensino a garantir: acesso ao ensino regular desde a educação infantil até a
educação superior; oferta do AEE, formação de professores para o AEE e demais
profissionais da inclusão; participação da família e da comunidade;
acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas
comunicações, informação; e articulação intersetorial, na implementação das políticas públicas.
O
Decreto nº 7.611/2011 diz que o dever do Estado com a educação das pessoas
público-alvo da educação especial, será efetivado mediante a garantia de um
sistema educacional inclusivo em todos
os níveis, aprendizagem ao longo e toda a vida, oportunidade de acesso e
permanência na escola, acesso aos meios que facilite o seu desenvolvimento, sua
autonomia.
Quanto
à efetivação dessas ações, na escola
pesquisada, algumas são perceptíveis, como o acesso de alunos com deficiência
na escola, acesso desses alunos ao AEE, formação de professores do AEE em
LIBRAS e BRAILLE, e acessibilidade arquitetônica.
Mas quanto a políticas públicas e quanto à participação das famílias, fica um pouco
a desejar.
No
que diz respeito ao financiamento do atendimento aos alunos do AEE, sei que
eles tem dupla matrícula e que por isso
o financiamento destinado a esses alunos é um pouco mais, mas não sei o percentual.
A dupla matrícula se configura porque esse aluno é aluno da escola na sala
regular e na sala do AEE, que pode ser na sua própria escola ou na escola
núcleo onde há uma sala de recursos multifuncionais.
O
Projeto Político Pedagógico da escola pesquisada faz referência ao Atendimento
Educacional Especializado, quanto aos objetivos desse atendimento, quanto ao
público alvo e quanto à sistemática de avaliação e promoção mas, não faz
referência ao currículo.
Apesar
dos esforços coletivos de um grupo que
defende e acredita na inclusão de alunos especiais nas salas de aulas
regulares, é possível perceber que a implementação da política da inclusão
ainda se configura como se fosse de responsabilidade apenas de um pequeno
grupo. Isso dificulta a otimização das ações e principalmente de resultados mais positivos. Apesar dos obstáculos, essa é
uma proposta que estimula o engajamento de muitos que defendem essa causa.
Antônia,
ResponderExcluiras leis não conseguem garantir a efetivação da inclusão.Só a conscientização vai fazer com que tenhamos uma escola mais inclusiva.